A hipocrisia da sociedade brasileira, sempre aliada à igreja, ou com medo dela, não permite o aborto sob hipótese alguma, nem no caso de a mãe estar gerando um filho sem cérebro, ou haver sido estuprada.
Agora, perder-se-á um tempo precioso em meio a discussões acaloradas sobre o que é a vida, quando começa a vida, quem tem direito à vida, etc. Ora, que vida é essa desprovida de cérebro...? Que vida pode ser proveniente de um estupro...? Que amor pode ser construído assim...? E uma mãe que passa por uma provação dessas, tem direito a quê? A sofrer apenas!?
Enquanto isso, milhares de meninas adolescentes ou menores ainda, lotam a ante-sala de muitas clínicas particulares, que mais parecem um açougue humano, para fazer abortos indiscriminadamente. Um verdadeiro comércio subterrâneo bem à vista de todos.
Mas esses todos, fingem que não enxergam. Esses todos são exatamente a igreja, as autoridades, o Estado, sempre omisso e fingidor, que finge tão descaradamente que agora vai fingir que é amor um filho que nasceu sem cérebro.