Não tem jeito: por mais que tenhamos boa vontade para com os políticos, eles nos provam a cada dia que não passam de um bando de urubus egoístas, que vivem a bicar o patrimônio alheio, seja este moral ou financeiro. Vejam então que o presidente falador disse em entrevista que ninguém tinha o direito de ser mesquinho o suficiente para usar a crise da segurança pública de São Paulo na próxima campanha. No dia seguinte um seu ministro, Tarso Genro, lascou o verbo e acusou o ex-governador paulista, Geraldo Alkimin pela baderna que se estabeleceu no Estado. À noite, depois dos gritos histéricos da oposição, voltou atrás e desdisse tudo, amenizou o discurso, se acovardou... Daí em diante foi a vez de o presidente Lula usar de todo microfone que encontrou pela frente para vomitar suas fanfarronices: a culpa, segundo ele, é dos governos passados que não investiram em educação, senão, um Marcola, por exemplo, seria um anjo, e todo bandido por aí a fora, seria meninos inocentes, sentados nas "belas" escolas públicas que temos no Brasil, como se hoje a educação que ele julga ter implementado seja um exemplo de funcionalidade e desenvolvimento. Assim sendo, como ele pensa, nessa área não temos mais problemas, o investimento na educação é extraordinário, do mesmo jeito que também não há mais filas nos postos do INSS; do mesmo jeito que não há mais buracos nas estradas brasileiras, nem sem-terras bagunçando o país. Mas voltando ao problema dos amotinados de São Paulo, algum assessor bem que poderia ensinar ao presidente: a grande maioria dos chefões não é composta de analfabetos, muito menos de ignorantes, mas de homens bem formados, preparados, inteligentes e pertencentes à primeira classe e não a dos favelados. Se não fosse assim, não teriam tanta capacidade de organização, nem de persuasão; também não teriam tantos argumentos para obrigar o governo a fazer um acordo de cessar-fogo. Aliás, com certeza, têm muito mais cultura e sabedoria que a maioria dos nossos políticos.