Não devia haver tanta dificuldade ao presidente Lula para encontrar
um seu sucessor, era só procurá-lo entre os lideres políticos
do MST (Movimento dos Sem-Terra), que com maestria, organização
e violência andam por todo o país pintando esse "Abril Vermelho",
sem que nenhuma autoridade os condene ou os recrimine, nem mesmo os repreenda
de acordo com a lei. Como se estivesse na casa da "mãe-joana",
eles saqueiam, destroem, barbarizam, gritam a plenos pulmões palavras
de ordem, para que possamos ouvir seus brados partidários, ainda que
sejam incompreensíveis muitas vezes. Está claro que este movimento
- justíssimo noutras épocas e noutros cenários - perdeu
o objetivo e a essência, que era lutar pacificamente pela terra, a terra
que coubesse àqueles que nela iriam prover a família e ordenar
a vida, e não essa terra de conflitos políticos e de propagandas
políticas, e de camisetas e bonés políticos, como vemos
prosperar no Brasil, sem regra e sem sentido, que não seja o da exploração
execrável de uma bandeira vermelha, de um abril vermelho e de um partido
vermelho, como se o vermelho fosse santificado, como o foi outrora na Rússia
e hoje na Venezuela, montado à foice e a sangue de um comunismo imaginário.
Se o direito à propriedade é inviolável, o governo está
pisando em sua própria retórica, afinal não fez a Reforma
Agrária que tão arrogantemente pregoara, como se numa "canetada"
só pudesse tudo ser resolvido. Pior: está permitindo que o movimento,
antes lícito e justo, se transforme num grupo radical - quão radical
foi o Sendero Luminoso, o ETA, o IRA e hoje as FARC -, e dentro deste, encontre-se
o sucessor do companheiro Lula.
Mas aí, com certeza, este não será tão engraçado
como Lula pensa que é.