Joãozinho, o amiguinho de Maria cresceu, agora é um adulto e vai construir uma casa, avalia que em materiais gastaria uns 30 ou 35 mil reais, mas dispõe para isso de apenas 7 mil. Vai numa loja e compra algumas coisas, tem uma boa aparência, é bem atendido, conversa bastante, deixando transparecer a idéia de que é um homem de posses. Paga com dinheiro vivo, 500 reais.
Na próxima semana vai novamente à loja e todo loquaz novamente agrada as pessoas da loja e gasta mais: 2 mil reais. Como está com crédito na praça, pedem se ele quer parcelar. Sim, em quatro vezes. Para manter o crédito ele paga a entrada. Gasta mais 500 reais.
Um mês depois ele volta à loja, novamente bem recebido, e paga uma prestação. Gasta mais 500 reais. Só que faz uma segunda compra, agora de 4 mil reais. Sem problemas, em mais quatro prestações. Não tem importância que ele não pague entrada à vista.
No mês subseqüente Joãozinho não paga a segunda prestação da primeira compra e nem a entrada da segunda. Nos outros meses também não paga. Nunca mais pagará. Faz toda a trama ao mesmo tempo em cinco lojas de materiais de construção. Para os pedreiros paga mil reais no primeiro mês, mais mil no segundo e depois vai adiando o pagamento, mas a sua casa é construída.
Resultado: gastou seus 5 mil reais, 5 mil nas lojas mais 2 mil com os pedreiros, comprou 32,5 mil, lucrando 27,5 mil. Depois de pronta a casa Joãozinho casa com Maria, ele registra a casa no nome da esposa e todos vivem felizes para sempre, menos seus credores.