Chegaram até mim, algumas mensagens de amigos, preocupados com certas
questões levantadas, por alegados maus tratos e discriminações de Brasileiros, pelas autoridades Portuguesas.
Obviamente que, a ter conhecimento de tais atitudes, de uns em prejuízo
de outros, de tal forma gravosas, que fizessem, na sua indignidade, até aos próprios ofendidos, tornarem-se irresponsáveis, por palavras ditas ou gestos tidos, tomando a árvore pela floresta, eu seria um dos primeiros, a levantar o meu punho e a minha voz, contra desconsiderações tamanhas.
Partindo do principio que, uma força militarizada, tem já de si
as suas limitações, culturais e cívicas, não deixa de ser assim em todo o Mundo, o que não as desculpa naturalmente mas,
o que também não implica é, tais procedimentos de caserna,
ter a ver o quer que seja, com a maneira de ser e receber, dos povos em questão.
De forma alguma, uma força policial ou militar, exceptuando os regimes
de ditadura, reflecte um povo - e isso é ponto assente.
É lamentável qualquer tipo de discriminação, mais
ainda vindo esta precedida de agressões, à integridade física,
da pessoa maltratada, quando até esta esteja, no país em causa,
quer como turista, imigrante ou outra forma legal, de livremente conhecer a
outras culturas.
Mais que o aqui deixado por mim, não posso adiantar, apenas que o uso
das palavras é, bastas vezes, bem mais perigoso, que gestos tidos ou
não tidos.
Agora, chegar-se ao ponto, de assumir-se posições radicais, com
o falso ensejo, de querer ajudar, ou mostrar-se solidário, isso não só mostra leviandade, da parte de quem assim age, como total desconhecimento, discriminação
(aqui sim) e medo, por puro preconceito e ignorância, quando estejamos
a falar, à altura, do que até nem conhecemos, a não ser
que o façamos com ligeireza e superficialidade, então aí
fica tudo dito e não merece de mim, qualquer tipo de credibilidade -
nem quanto ao que a pessoa venha a dizer, muito menos quanto à sua personalidade,
que, não tenho dúvidas, é de fraco carácter.
(27/07/2004)