Críticos e Analistas. Impõem-se critério, a ambas, as partes.
Foi devido à sua capacidade de assimilação, como à
sua capacidade de ponderação, feita através, da tentativa
e do erro, inerente à vontade, própria do ser humano, que o Homem
singrou e que, ainda hoje, mantém inalteráveis, as expectativas,
de poder continuar a dizer, do porquê, de seu estatuto, de animal racional,
no pleno gozo de sua inteligência.
Tal porém não é sinónimo, nem de certeza, de que assim
seja, apenas porque sofrêssemos, de alguma doença crónica,
muito menos é garante de segurança, como o prova, variadíssimas
vezes, a longa história, da civilização humana, onde, à
existência de povos cultos e desenvolvidos, seguir-se-iam tempos, de recuo
e desvalorização, do "culto" do Homem, até chegar-se
à barbárie.
Tenho para mim, ainda assim, que não é tarde, para nada, neste Mundo,
mesmo porque também nada é, à partida, um dado adquirido,
fechado em redoma, estático - fundamental. No fim das contas, tudo é
uma eterna repetição, de qualquer coisa, a dado momento, em determinada
passagem, deste infinito percurso, rumo ao Homem, ao seu bem estar, cabendo apenas
a nós - e só a nós e a cada um, de nós -, descer do
plinto e ponderar, sobre a importância de ser-se, um Homem, no Mundo.
O resto são paisagens, que cada um colore, à sua maneira.
(17/07/2004)