As tais criaturas, que só nos vêem, se formos protótipos
e ciclopes uns dos outros, à sua imagem, de ver e julgar o mundo, fazem
com que este se tenha tornado numa tribo, que se rege e pratica a antropofagia.
Estes dias vieram criticar-me porque não acreditar em Deus, pois minha
doutrina não o permite, sendo eu Agnóstico, que nada tem a ver
com o ser-se Ateu.
Dizia essa tal Rosenna, de nossos tempos, que eu devia abastar-me de falar de
meus ideais,
em prol de seguir um Deus, que tudo controla e rege. Ou seja se eu não
acreditasse nas boas graças de Deus, então devia calar-me, por
forma a não cair nas malhas da nova inquisição.
Lembro que todas as guerras têm um fundo religioso, desde tempos idos,
em que se combate olho por olho, dente por dente, entre os que acreditam na
religião católica e os que têm outra visão das coisas.
Não digo que estão certos, que não o estão,
agora impor os seus ideais, profanando a dos outros, nenhum deus ditou tal critério,
só os que praticam qualquer religião, no seu mais puro sentido
ortodoxo, fechados para o resto do mundo, acreditam e praticam tal anormalidade.
Primeiro que tudo sou Agnóstico, porque creio na ciência e nas
suas vigências, e não acredito num Deus todo poderoso, pois seria
chamar-nos, a nós homens, indivíduos sem carácter e fundamentação
própria, como uma impressão digital.
Gosto de pensar na liberdade para todos os homens, cada qual com suas idéias
e ideais, praticando o bem, em prol dos outros. Mas as Rosennas, do nosso tempo,
são como a corja dos Templários, que se diziam ser fiéis
a Cristo e a Deus e que nos seus cerimoniais, escarravam e pisavam na cruz.
Acordem meus senhores, criem seus próprios fundamentos, sem interferir
com os dos outros.
Por outro lado o fascismo já acabou, quer no Brasil quer em Portugal,
por isso mais me custa a entender estas Rosennas, de nossos tempos, que destilam
fel por tudo que é poros. A liberdade de um está onde começa
a do outro.
Isto é apenas um pequeno excerto, onde me defendo desses acéfalos,
portanto tive de percorrer e por em causa outras doutrinas.
Podem-me chamar de tudo, mas poeta castrado, não.
(30/09/07)