Realmente temos muito pouco valor sobre a vida, quando menos esperamos surge
uma doença, que nos derrota, independente da idade, crença ou
estatuto. Isto apesar da ciência e medicina estarem bastante avançadas,
nada nos livra ainda de certas epidemias. O Câncer vem à frente
como uma das doenças mais mortais, ainda que estejamos no século
XXI, no raiar de novas curas quase para tudo, mas depois, quando nos atinge,
ou a ente queridos, vemos que não é bem assim. Que faz um poeta
nesta altura, chora, ou reserva suas forças para escrever e levar algum
alento e esperança a quem sofre?
Não haja dúvidas que nós por vezes também somos
pouco cuidados connosco, mas porque não aprender com o erro e deixar
a pessoa sobreviver, será que os médicos fazem tudo, o que está
ao seu alcance? Vamos crer que sim, porque é uma profissão que
me merece todo o respeito. Às vezes trabalhando em condições
deploráveis, como em África, por exemplo. Mas quando falo de nós
sermos descuidados, por vezes nas nossas vidas, tem a ver que o Tabagismo e
a Má Alimentação, por vezes desencadeiam nestes cenários
tristes, em que o médico, sem ver esperança nos dá tal
tempo de vida: 24h, 48 horas. Que pesadelo atroz para quem sofre com a doença,
assim como para com seus familiares e amigos. O que podemos fazer: Prevenir
esta é a palavra de ordem. Mudarem-se costumes, vivendo uma vida mais
saudável. Tudo isto é muito relativo porque vemos idosos a beber
bebidas alcoólicas e a fumar e eles duram até aos 100 anos, enquanto
outros livres de qualquer vício, estão sujeitos às mais
variadas doenças, doenças essas que só ocorriam depois
dos 70 anos de vida, agora vê-se jovens de 20 e poucos anos a terem derrames
cerebrais e outras doenças, que não se imaginam nestas idades.
Tudo se vive à pressa, comemos gordura atrás de gordura, com todos
aqueles molhos e fritos, fuma-se e bebe-se, muitas das vezes sem moderação.
Portanto insisto que prevenir, logo destas as escolinhas é o mais importante,
ensinando às crianças a dizer não ao que está provado
que faz mal. Mas o que vemos nós, crianças cada vez mais obesas,
sem regulamento nenhum perante aquilo que comem, assim como agora, ao contrário
dos homens que estão a deixar de fumar, vemos um salto gigantesco de
mulheres fumadoras, epíteto de sua independência: à custa
do quê e de que sofrimentos futuros, sim porque não são
instantâneas estas doenças, levam anos, são progressivas
e malignas.
Já vi muitos amigos meus morrerem-me nos braços, já muito
chorei e não sei se ainda tenho lágrimas, mas tenho muito amor
por todas as pessoas e esperança, principalmente nas que me tocam mais
de perto, e no entanto ainda não estou habituado para as perdas. Como
todos os meus amigos e leitores sabem sou Agnóstico, mas isso não
faz que sofra menos que qualquer outro. Não rezo, não faço
orações, simplesmente porque não acredito nesses ritos,
que para mim continuam a ser Pagãos, mas expresso minha força
e esperança através de minha poesia e/ou escritos. Temos de saber
para onde caminhamos, arranjar um tempinho para se alimentar bem, nem que para
isso se leve a marmita de casa e deixar de vez de fumar.
De uma coisa tenho certeza, somos falíveis e a morte é certa para
todos desde a nascença, saibamos tecer um melhor curso para nossas vidas
futuras, o Universo está conosco. E quem está a lutar que não
desista até ao último fôlego. Eu estou convosco.
(25/03/08)