Saber ouvir, em silêncio, guardado e respeitoso, o que nos estão
a dizer, assimilando a "palavra", para, só depois, retorquirmos
e darmos nosso testemunho, acerca do que em silêncio escutamos, é
uma verdade, que, a muito poucos, tem dizer.
Saber ouvir é uma virtude
e quanto mais despidos, da fragilidade
humana, mais coerentes nos tornamos, perante nós e os demais.
Todos precisamos da diferença, sabendo ser auto-críticos, no momento
crucial, em que, o pensamento, se formula
nunca idealistas.
Quem não souber ser flexível, fala com o coração
na boca
cria estigmas! e, agindo, por impulso compulsivo
perde toda
a razão.
Se a "palavra", tem de ser pluralista, cabe pois ao Homem divulgá-la,
sem idéias pré concebidas nem retórica, que a esmaguem,
nos olhos assimétricos, das esquinas.
Por não nos escutarmos nem aos outros, é que a sociedade se tornou
em algo pouco mais que sintético, com jardins de cimento, ferindo nossos
olhos, rasgados pelo corte torpe, de nossa incongruência
na vã
demanda, de nos bastarmos!
Parar para pensar
amar ao próximo como a nós mesmos, não
nos retira a nossa individualidade, nem nos fragiliza
antes nos aproxima,
dessa mesma individualidade, que vai caracterizar o indivíduo, como ser
uno
divisível
integrando um todo.
A única fé, plausível, de credibilidade, é a fé
no Homem!
Tudo o mais é proveito próprio
misantropia entre quatro
paredes, xenofobia e fundamentalismo exacerbado.
Portanto paremos para nos escutar e escutarmos o outro, sem idéias formuladas
à partida nem julgamentos precipitados
que deitem tudo a perder.
Vide, os rejeitados, pela, não já tão nova, Inquisição,
de nossos tempos!
(13/05/08)