Na verdade, trata-se de um ato de grande desprendimento, uma forma de deixar
claro que não há apego as coisas materiais, nem a pessoas, nem
bens!
O que ocorre com o casamento ao longo dos anos, é o desgaste natural
tão comum presente na natureza, nas coisas mais triviais, mais banais,
e se um verdadeiro amor, não coadjuvar concomitantemente... vai tudo
por água abaixo!
Ao longo dos anos, uma vida social, familiar, pessoal é construída
e estruturada em cima dessa chamada "benéfica atmosfera do lar!",
e os filhos, e a sogra...
Bem, não se pode tratar de pessoas do convívio íntimo como
uma decisão profissional, mudando-se de empresa, substituindo sócio,
trocando de cidade, de Estado, de País, é preciso algo mais consistente,
ou melhor, mais aparente!
O que fazer?!
Há aqueles, é verdade, que tratam da mesma forma e abandonam tudo,
porém, existem os conservadores, preferindo aderir aos bons costumes
e continuar com eles. Bom, pelo menos aparentemente!
E o que acontece então?
Para evitar um mal maior, arruma-se um mal menor!
Entretanto, não julgo!
É aí que surge a solução salvadora de se arrumar
alguém "fora" para coadjuvar com as tragédias de "dentro"
(do lar!) é aí que entra o papel da "amante". Uma alma
carente, é verdade, mas pouco preocupada, com os detalhes "irritantes"
da vida familiar. Repetitiva, sem emoções, sem vibrações.
Automaticamente, antecipadamente (essas duas últimas) boicotadas pelo
"calhamaço" de contas a pagar...
Deveres! Obrigações! Lutas! Até quanto eu os terei?! Exclama
finalmente, o homem desesperado sem saber o que fazer...
É quando seu olhar cruza com o de alguém e aí há
uma espécie de recomeço de vida. Ainda que na contra-mão
é verdade, mas, fazer o que? E os filhos? E as contas? Não tem
que ser pagas? Que sejam, então! É assim que pensa o homem desesperado!
É lícito? É justo?
Claro que não, pois, alguém vai arcar com "parte do prejuízo!",
inevitavelmente. Vítimas, da mentira, da traição, do erro,
etc., mas, se separar é muito pior, então que sofram a menor quantidade
de pessoas envolvidas, (clamam), no "triângulo", no "quádruplo",
no "quíntuplo" amoroso(s)!
"Darling, I'm Here!"