Ele não se deu conta que a sucessão de tragédias, perdas,
rupturas, em sua vida, não foram tão somente ocasionadas por causas
naturais!
Nunca aceitou o fato de que todo o mal ocorrido a si, cada vez mais intenso
e devastador, não foi por mero "karma" e nem por força
do destino...
Acredito ter sido o orgulho, o principal percussor de todo o resto. Inclusive,
cegando-o completamente a novas formas de perspectivas de uma vida digna!
Ele nunca se apercebeu do exemplo de miséria, a qual, tornou-se sua vida.
Inclusive, categorizado a conta de objeto de repúdio, por seus próprios
filhos. Aliás, estes, querem ver o "capeta" no inferno e não
o querem por perto...
Perdeu tudo!
Não lhe restou nada, sequer, dignidade, moralidade!
Hoje, maltrapilho, trôpego, bêbado, sujo, caminha à esmo
pelas ruas... virou estorvo para a sociedade, porém, o orgulho...
O orgulho ainda não o deixou olhar para si mesmo e ver no que realmente
se tornou: um alcoólatra inveterado, arrogante, doente, não aceitando
o fato de ser o que é!
Gradativamente, paulatinamente, foi se tornando o que todo mundo "dedicado",
torna-se com aplicação e o passar dos anos: um especialista.
Não sei se mais especialista em bebida ou em tragédia.
O incrível nisso tudo, foi o fato de nunca ter suspeitado, qual a origem
de toda a sua infelicidade!
Não é possível. De duas uma: nunca deu qualquer importância
a sua vida, (bens materiais, filhos, esposa, posição social, etc.,
), ou o fascínio e o poder do vício, dominou sua alma, impedindo
qualquer reação.
A morte, em algumas circunstâncias, acontece na própria vida (?!)
quando os princípios norteadores do bem (quais sejam, amor, força-de-vontade,
discernimento), são relegados ou trocados por etílicos e seus
derivados.