Depois de mais um ano de sucesso na economia, contra uma oposição
de déspotas corruptos e ladrões tucano-liberais, com uma outra
nova vitória do coração vermelho do Lula Light, nada poderia
ser mais bonito e gratificante do que o coração também
guerreiro do Internacional dos pagos sulistas, para, no Japão, bater
o favorito Barcelona de tantos estrangeiros, a maioria brasileiros, e, na oriental
chamada terra do sol nascente vermelho, a rubra raça dos guris de Abel
darem um couro, sendo campeões, quando ali se viu, novamente, outro nordestino
brilhar, o cracaço Iarley que, mostrando técnica, raça
e fibra, deitou e rolou no gramado, dando um verdadeiro show de bola e fazendo
o Internacional sair consagrado Campeão Mundial, coroando de êxito
toda uma maravilhosa campanha que botou assim também e ainda mais vermelho
natalino na alma do planeta bola.
O Internacional de Porto Alegre, franco atirador, com seus guris Alexandre
Pato e Adriano, ou mesmo Luis Adriano, brilhou de fazer todo brasileirinho sentir
orgulho. A mídia européia e mesmo asiática, punha o time
de Ronaldinho - certamente será escolhido novamente o melhor jogador
do mundo (até jogou bem contra o Internacional - como favorito, campeão
na certa. O viajado técnico Abel usou isso: tirou o peso das costas de
seus guris raçudos, e lá se viu a experiência do Clemer,
goleiraço, o Fernando Euller e o Índio perfeitos, Ceará,
Rubens Cardoso e todo um time inteiro que era compacto, conjunto, equipe, seriedade,
raça e determinação. O Barcelona, claro, de Deco e outros,
de salto alto. Até que jogaram bem. Mas era cada um por si. O Internacional
era em campo o que se espera de quem tem espírito campeão. Todos
por um ideal, pois o verdadeiro campeão é aquele que faz por merecer
a conquista. O Internacional vai botar mais vermelho no nosso forfé natalino.
Daquele timaço do Internacional que ganhava todas, que tinha um espetacular
meio de campo com Caçapava, Paulo César e Falcão, esse
mesmo craque Falcão depois coroado como O Rei de Roma, o melhor craque
de futebol que o Estado do Rio Grande do Sul nos deu até agora, no Japão
estava montado para trazer a taça, jogando sério, correndo, fazendo
faltas leais e segurando o ímpeto do Barcelona, não deixando que
as jogadas tivessem seqüência. Foi um resultado preciso, cirúrgico,
o visionário Abel e o matador Adriano. Um golaço que valeu o jogo,
desde a finta e o passe genial do melhor craque da copa, Iarley. O goleiro não
viu nem a sombra da pelota.
Dezembro mais vermelho do que nunca. Corações ao alto. Nunca
o gorro nórdico do Papai Noel foi tão alvi-rubro, nunca tivemos
tanta consistência de um magno resultado belo, vingando, por assim dizer,
de alguma forma mesmo indireta, a palhaçada de nossos canelas de vidro
na última Copa do Mundo na Alemanha, que pipocaram feio, feito os bambis
sampaulinos que agora vão ter que fazer hora-extra, puxando o trenó
do Papai Noel entre renas e cervos. Porque o Internacional é o melhor time do mundo, num jogo bonito, onde
até mesmo o árbitro por incrível que pareça foi
perfeito e venceu quem brilhou com humildade e sobriedade.
O Coração Valente do Iarley, do polivalente Fernandão,
do Adriano predestinado. O Coração Valente do Internacional que
foi coroado de êxito. Hoje, o Brasil é vermelho, temos orgulho
do Internacional, a honra do futebol brasileiro foi lavada, mostramos pros europeus
como é que se ganha um jogo, que o que vale é bola no pé,
na rede, fintas, vontade de vencer e conhecimento de oficio. Foi um grande jogo,
um clássico inesquecível. Foi uma grande vitória. A consciência
do dever cumprido vai historiar esses novos heróis do futebol brasileiro.
Estamos felizes. O Brasil do coração vermelho, do coração
valente da equipe do Internacional de Porto Alegre.
Somos todos Colorados. Feliz Natal, Campeões. Vermelho é a cor
da coragem de dizer sim ao sucesso, à vitória. Quase cinco milhões
de dólares em caixa. O time europeu que tem uma folha de pagamento em
torno de 65 milhões, perdeu. A Europa de novo se curva a uma equipe que
jogou certo e sério. Quem não é o maior tem que ser o melhor?
Minha pele hoje é a camisa do Internacional de Porto Alegre, com uma
estrela maior, sobre todas as outras conquistas.
Campeão Mundial por técnica, espírito de grupo e merecimento.
Futebol total.