A Garganta da Serpente
Veneno Crônico crônicas
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Frei Betto - Ético Sacerdote de Si Mesmo

(Silas Corrêa Leite)

Teólogo, Pensador, Filósofo, Mestre e Teocrítico, sonhador de um Humanismo de Resultados, crítico do nosso americanalhado capitalhordismo selvagem (de terceiro mundo periférico) Frei Betto é também crítico do amoral neoliberalismo e de sua terceirização neoescravista dentro do processo da globalização que não faz justiça social em lucros impunes, sempre ampliando riquezas injustas, principalmente na Era do Império de muito ouro e pouco pão, de muitas bombas e mentiras e anda pouca sanidade política-social-econômica global.

Esse é o irmão de todos, o mestre Frei Betto em rápidas pinceladas.

Agora, mais recentemente, esse homem honrado e digno, um Betinho de alpercatas, por assim dizer, e de túnica na alma também, foi atacado pela nada ética Revista Veja, que durante as nefastas gestões do FHC, o Pai da Fome, deixou que o ex-sociólogo, ex-professor e ex-marxista falisse a classe média, financiasse o desmonte da máquina pública de forma suspeita, trocasse a nossa grana pau a pau pelo dólar e depois a nossa moeda não valesse nada - a corrupção generalizada financiando o nosso capitalhordismo? - e, em seguida, suspeitamente e às vezes de forma bem canalha mesmo, se colocou de forma amoral como fortuita e açodada crítica de ocasião do Lula Light do PT. Estranho mesmo.

A Revista Veja, infame e leviana nessa fase chinfrim em todos os sentidos, tachou de forma idônea o Frei Betto de Sacerdote de si mesmo, querendo com isso, feri-lo, como se uma espécie de algoz com tantas impropriedades.

Paradoxalmente, eu, muito pelo contrário, sob uma ótica ética, diria que toda a história da Veja não vale um fio de cabelo do Mestre Frei Betto. Mais: que bom se todo brasileiro - e cento e oitenta milhões deles - fossem como Frei Betto (sim, um sacerdote de si mesmo pela grandeza de caráter e bandeira de luta pelos carentes excluídos sociais) - que, com certeza o cassino Brazyl S/A estaria muito melhor, porque, afinal, ser sacerdote de si mesmo, não é para qualquer um, muito menos para um Civita.

A Veja não merece respeito. Frei Betto merece. Claro que, num sentido visionário até, se o nosso Brasil tivesse tantos milhões de Freis Bettos, a Veja nem precisaria existir, não teria nem anunciante de sabão, nem leitores que valessem a pena, nem sentido até, pois, claro, todos os babacas restantes estariam opinando lá, e assim não venderiam uma dúzia de revistinhas...

Não devemos nos esquecer que, essa mesmo decadente Veja financiou Collor, adorou FHC (teve privilégios?), e, sim, o Lula pode ser um risco para seus interesses escusos, porque o PT tem famosa historicidade de pegar máfias e quadrilhas a torto e a direito. A quem a Veja quer enganar? Do que é que a Veja tem medo?. Suspeito. O Lula é melhor do que a Veja, como é o Cardeal Arns e foi também Betinho ou Ulisses Guimarães. Uma força-tarefa de justiça multinacional, não deveria investigar os interesses da Veja atacando o PT/? Ora, porque a Veja não investiga o maior corrupto e ladrão do Brasil, do estilo e modus operandi "rouba e diz que faz", ou seria porque esse elemento é bem ao jeito do que a burguesia gosta e faz o hediondo estilo capitalista que a sórdida Veja defende?

Quantos Freis Bettos o Brasil precisa e quanta mediocridade simboliza a Veja? Nada a ler. Uns colunistas coiós, outros reacionários com grife, muitos capengas ou jecas, reportagenzinhas viciadas, tendenciosas, parciais, um olho no PT e seus fogos íntimos e não num verdadeiro furo de reportagem de peso mesmo. Cobrando: -Por que a Veja não investiga um suposto desvio de verba do Rodo-Anel, ou mesmo as privatizações-roubos do império tucano em decadência? A Veja tem culpa no cartório das aparências ou teria por trás cartéis e-ou oligopólios de agiotas emboabas? Ninguém fica muito rico impunemente, diria Millôr Fernandes. Quem tem medo do PT? Por quê? O que rola por trás? O medo, a consciência pesada, tudo pode criar um clima de defesa antecipada, então, até sendo mesmo melhor atacar logo o PT antes que ele descubra tramóias e acabe com privilégios. Seria isso? Pelo jeito a Veja está ficando cada vez mais Vejinha, e acredita mais no Zé Serra, vampiro das instituições democráticas, do que na verdade.

Quando uma revista de tiragem nacional, fica tendenciosa, pende pro lado angu de caroço de uma oposição rastaquara de liberais com poder de mídia marrom, suja, valendo-se disso, fica a questão: A Veja vale o que vale? Ou nem vale quanto pesa? Que antro de escorpiões!

Claro que é a chamada briga da formiguinha-Frei, contra o tubarão das maledicências, mas, afinal, o que a Veja tem a perder que adora a banda podre tucano-liberal e sistematicamente ataca o social-democrata PT-Lula? Aí tem coisa. Ver para crer.

Todo esse desabafo introdutório assim de chofre, porque na verdade feri-me de brios, ao ver a corja da Veja atacando o Frei Betto. Mais: a gota dágua, confesso, foi a cópia de um e-mail que recebi do Poeta Prof. Dr. Messias Franco de Macedo, de Feira de Santana, Bahia, e que me conta o seguinte em narrativas de opiniões bem encaminhadas:

Venerando Leonardo Boff

Aos domingos não vou à missa - exceto esporadicamente. No entanto, ao ler as suas crônicas dominicais descortina-se uma ponte - no meu "imaginário objetivo". Esta ponte, liga-me com Deus, purificado, renovado, metabolizado por suas mãos enrugadas de bondade, sapiência - e boa vontade. Extraordinário seu texto 'Conheço um homem'(jornal do Brasil, 22/08/04). Leio Deus aos domingos! Uma alma singela agradece! Nota: domingo último passado, após ler 'Veja', encolerizado, escrevi à revista. Humildemente, encaminho cópia do e-mail remetido ao semanário.

'VEJA', A CAPCIOSA.

Nas páginas 48 e 49, edição 1867, a revista 'Veja' rotula Frei Betto de um "sacerdote de si próprio", "uma figura cavilosa" - e o faz sem as lenientes aspas. É memorável a obra do pensador, sociólogo da práxis, filósofo e teólogo frei Betto. O que pode ser questionado é o seu valor absoluto - mesmo porque nada na vida é absoluto! No entanto, o seu legado deve ser considerado e respeitado.Se a revista 'Veja' - acometida de furor rancoroso, preconceituoso e corporativista - não se dá ao respeito, que respeite ao menos os homens de bem e de boas fé e vontade deste país. Pedir respeito aos leitores - e à história -, já seria demais.

Messias Franca de Macedo
Prof. da UEFS e poeta incidental
Feira de Santana-Ba.

Como observo, não sou uma simples única voz a clamar no deserto, mas um brasileiro a mais ferido pelo Frei Betto, comprando sua briga, sendo a ele solidário, porque, afinal, esse país merece respeito pelos seus poucos homens honrados, pelos seus heróis de calibre, pelos seus ídolos pops, pelos seus mártires contra submissões, e, podem ter certeza, Frei Betto é sim, mais do que isso tudo. Eu, que sou de origem protestante, que estudei em colégio católico por opção própria, que tenho entre meus amigos de comunistas a espíritas, sei respeitar as individualidades, as eventuais adversidades, as minorias, os contrários, pois convivo bem e em paz com todos, porque já não acredito mais em religião ou em verdades perfeitas e acabadas, inteiras, mas acredito sempre e piamente em cada homem sendo a imagem e semelhança do criador, por isso só posso dizer que a Veja está exagerando, que Frei Betto é ele todo personalizado um signo ficante de grandezas e contentezas que queremos para esses brasis gerais, não um jornalismo piegas, uma imprensa de arigós, umas ofensas gratuitas para com nossos monumentos de honras e glórias, já que não aceitamos não golpes baixos e sujos como esse. Ou seja, curto e grosso, VEJA ERROU.

Que tal um Código de Disciplina, Postura, Ética e Transparência para esse tipo de medonho jornalismo rastaquara da Revista Veja, cujos diretores ímprobos (para dizer o mínimo) fugiram da Argentina para não serem PRESOS?

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