Esse negócio da Câmara de Gurupi, no Estado do Tocantins aprovar
uma boa pensão para as viúvas de ex-vereadores que faleceram ou
que venham a falecer durante o exercício do mandato parlamentar é
algo que realmente não consigo digerir, já que a vereança
não é emprego e sim função pública e quem
paga a conta somos nós, os contribuintes.
E já começou a aparecer a primeira conseqüência de
tal medida. As esposas de candidatos a vereador estão bastante motivadas
com a campanha para eleger os seus maridos. Já pensou se o cara se elege
e depois, por uma dessas inexplicáveis fatalidades da vida - Pimba! -,
bate as botas? A "pobre" da viúva terá direito a uma
pensão vitalícia de R$ 2.200,00.
Há alguns anos, a Câmara de Vereadores de uma cidadezinha do interior
de Minas também chegou a aprovar um projeto semelhante e, misteriosamente,
nove dos seus dez parlamentares, começaram a morrer misteriosamente.
Uns por atropelamentos sem explicação, outros, por "doenças
desconhecidas" e teve ainda um que foi assassinado durante um assalto ainda
não esclarecido. Só não morreu na "ativa", o
presidente da Casa, que somente por pura coincidência, era solteiro.
Assustados por causa de tanta "coincidência", os suplentes casados
se recusavam a assumir as vagas deixadas pelos colegas falecidos, até
que o presidente da Câmara de Vereadores, num ato corajoso, colocou fim
a questão: apresentou um projeto revogando todos os dispositivos da lei
que criava a pensão vitalícia para as viúvas, tendo sido
aprovado por unanimidade!
A partir daquele dia os vereadores daquela pacata cidade respiraram aliviados.