O espírito natalino já tomou conta do comércio, onde as
fachadas das lojas, devidamente preparadas para a ocasião, externam a
ansiedade dos proprietários para conquistar mais clientes em busca de
aumentar os lucros.
Para quem não acredita mais em Papai Noel, afirmo que ele existe, sim,
e a cada dezembro ressurge com força total, independente de qual seja
o sexo desse personagem híbrido.
As lojas capricham na decoração natalina e procuram contratar
logo os serviços do bom velhinho. Pelo menos, nessa época, Papai
Noel arruma emprego. No resto do ano, fica coçando o saco.
As lojas estão cheias de Papai Noel tentando convencer as crianças
(e até mesmo os adultos) a convencerem seus pais (ou maridos, esposas,
amigos, amantes, parentes e aderentes) a comprarem este ou aquele brinquedo,
esta ou aquela mercadoria para dar de presente. Afinal, Natal tem que ter presente,
não importa quem vai pagar a conta.
Seria cômico se não fosse triste, mas o verdadeiro espírito
de natalino está cada vez mais distanciado de sentimentos nobres como
a solidariedade, a fraternidade e o respeito mútuo.
Mesmo em época de Natal, parece que há quem se esqueça
que a data é para se comemorar o aniversário de alguém
muito especial. Mas, curiosamente, nem todos se lembram verdadeiramente do aniversariante,
que, por sua vez, sequer ganha presente.
Que neste Natal Jesus Cristo consiga descer da cruz e fazer morada no coração
dos seres ditos humanos. Vamos ajudá-lo nessa tarefa?
Uma aurora de esperanças paira sobre todos nós!