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"Maldito não: marginal". Apressa-se em corrigir Rodrigo Guabiraba Brito, ou Guabiraba, para os poetas e ortodoxos em progressão
ao infinito. Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, firme às regras,
convenções e esquemas do mundo real, Guabiraba, biólogo
por formação, faz mestrado em Farmacologia e penetra no Eu Imaginário
ora de forma sutil, ora incisiva. Pautado pelo sexo, pelo amor e pelas laranjas
das feiras, deixa escorrer uma poesia prosética e prosaica, porém
única. Vê-se ali as bandeiras do modernismo, as luzes de Clarice
e Adélia, as britas de Itabira, o lirismo de ingleses, franceses e pernambucanos.
Sem rimas, mas com ritmo, que navega em riffs acentuados e contundentes, passa
em batidas do miocárdio e extravasa no balanço suave das saias
de cetim das moças que usam um bom hidratante para a pele. "O cheiro
do hidratante é essencial" frisa com certa arrogância. Há
pouco mais de um ano mantém o blog Eu Imaginário (www.euimaginario.blogspot.com),
onde publica poemas semanalmente, rasgando versos sobre a parafernália
social e pornográfica de seu cotidiano enfadonho.
  
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