A Garganta da Serpente
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Sampa e Seus Brasis

Baiano, Paraibano, Pernambucano
Onde os sotaques se misturam
A metrópole e seus enganos
Acolhe aos que a procuram

Alagoano, sergipano, cearense
Em busca de uma vida melhor
A Paulicéia é Desvairada, nonsense
E os manda de volta sem dó

Alguma coisa acontece no meu coração
Quando na Paulista, eu à tarde
E, em poesia concreta digo, então
Quantos Brasis há em ti, cidade?

A dureza de seu asfalto
Contrasta com a beleza de seu afeto
Numa esquina um assalto
Noutra um poeta concreto

Enquanto de fome uns padecem
Outros de cultura se alimentam
A noite é fria, os pobres fenecem
E os ricos nos teatros se esquentam

Sampa de tantos contrastes
Seus shoppings e monumentos
Uma vida melhor sonhastes
Mesmo que por breves momentos


Devo a ti muito, cidade
Minha formação e tudo o que é novo
És velha com pouca idade
És nova e aberta ao Brasil, ao povo


Parabéns São Paulo

De um baiano/paulistano


Marcus Lima



Marcus Ayrton Rocha de Lima

(baiano que viveu em São Paulo)
postado em 23/1/04
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