Sampa e Seus Brasis
Baiano, Paraibano, Pernambucano Onde os sotaques se misturam A metrópole e seus enganos Acolhe aos que a procuramAlagoano, sergipano, cearense Em busca de uma vida melhor A Paulicéia é Desvairada, nonsense E os manda de volta sem dó Alguma coisa acontece no meu coração Quando na Paulista, eu à tarde E, em poesia concreta digo, então Quantos Brasis há em ti, cidade? A dureza de seu asfalto Contrasta com a beleza de seu afeto Numa esquina um assalto Noutra um poeta concreto Enquanto de fome uns padecem Outros de cultura se alimentam A noite é fria, os pobres fenecem E os ricos nos teatros se esquentam Sampa de tantos contrastes Seus shoppings e monumentos Uma vida melhor sonhastes Mesmo que por breves momentos Devo a ti muito, cidade Minha formação e tudo o que é novo És velha com pouca idade És nova e aberta ao Brasil, ao povo
Parabéns São Paulo
De um baiano/paulistano Marcus Lima
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