A Cidade
Meus passos desenham no chão, Vagarosamente, sons que ponderam suas ondas.A palavra escondeu os seus segredos Sob a face enigmática; Admirou-se de meu zelo e fruiu. A cidade se compadece Enquanto meu ser escurece Junto às sombras projetadas Do Copan. Suas curvas me tonteiam Me iludo em meu passeio Junto aos pés vazios, porém leves Nesse chão acinzentado Descrevendo um trajeto rumoso, pesado. Seria a alma da cidade Descobrindo esta saudade, Este olhar de eternidade? Talvez as luzes dos meus olhos Perseguindo a tempestade Que ameaça desabar Sobre nossa imensidade... Vão levando meu afeto Essas águas imprecisas, Me elevando, me e-levando, me levando...
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