A Garganta da Serpente
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NOSSOS CORPOS

NOSSOS CORPOS
Veja Amor,
o mais triste dos homens”rãs”
eis aqui.
Seja o que for
seja nos ares!
Amor,
que eu cante na fantasia tosca
destes olhos,
e os beijos que nos instigam junto
a palavra que fustiga.
Meu coração anda sem rumo ,
na pobre imensidão
que olha as plataformas!
Quietinho geme
o prazer da pulberdade!
Chamas no coração,
sem patria de um triste mundano.
De minha cela sinto meu peito soluçar...
Por ti ando alucinado,
onde estás?
De tudo segrega meu intimo
a graça irônica chama
por seus ventos.
Nos meus pelos eriçados
ouço tua voz infima.


Ricardo de oliveira martins

(belo horizonte)
postado em 29/1/06
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