TRANSMULTAÇÃO
No portal das íris nua Grita a realidade A utopia é insana Sem qualquer salubridade A magia do eclipse Reflete o apocalipse No seio da humanidade Certa vez eu naveguei No espaço sideral Desbravei seus quatro cantos Com encanto sem igual Eu vi a beleza nua Das estrelas, sol e lua, Em seu recanto natural Vi o martelo de Deus Orbitar sem direção Eu vi a terra girando Rumo a sua destruição Um quilômetro por ano Ela esta adentrando Em um fótons cinturão Sentimento consternado Inspirou-me a vir embora Cruzei a atmosfera No esparzir de nova aurora Degustei amargo fado Por ver o ozônio aviltado Rasgado de fora a fora. Alegrou-me estar em casa No colírio de Cabral Mas as coisas por aqui Não estavam em seu normal A Amazônia quem diria Secou da noite pro dia Chão talhado no portal As quatro estações do ano Sofreram transmutação O Outono e a primavera Vem com forte inversão Tudo esta desordenado Sorri o inverno ensolarado Choram procelas no verão Na aldeia de tupi Grita a evolução O cocar de belas penas Foi escalpelado á mão Tupi tem computador Tem diploma de doutor Fala em inglês e alemão Busquei novos arreboes Vislumbrei o oriente Vi de perto o anti cristo, Em trajes de presidente Em seu olhar o ódio insano Um coração leviano Ganância rangendo os dentes Cojitou a guerra santa Com o dedo no botão Augivas e tomarróqs Beijaram aquele chão Mas a velha “raposama” Não se deixou por a mão. Tio Sam inconformado Pulou pro outro quintal Cobiçou o ouro negro Em sua fonte natural Sadan foi nocauteado O Iraque detonado Na maior cara de pau A justiça é soberana Não deixou a desejar A fogo e ferro quente Veio a ira de Alá Todo o mal que semeou A América ruminou Câmi-casi estava lá Acolheu-me o desespero Lamentei por ter nascido Sou somente um grão de areia Nessa terra sem abrigo Penso que a Divindade Ver da glória a humanidade Com olhar arrependido.
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