A Garganta da Serpente
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SAMPAMOR

SÃO PAULO


Sou um bicho cada vez mais apartado
exalto nuvens onde outrem só divisa poluição
descubro flores que sorriem
nos escaninhos das margens do Tietê
e prevejo luzes no futuro dos abjetos

Por entre espécimes que priorizam
corpos a desfilar com valises e notebook
esgueiro-me para os parques para sentir
o fogo serpentino que irrompe da terra
e o sopro da aragem que exala vida

Em inúmeros momentos
Rodeia-me a infância hipnotizada
pelos automóveis e pelas torres de concreto
enquanto eu jazo extasiado com o arvoredo
que nos saúda com chuvas de flores
e forma tapetes de todos os matizes
apesar da rudeza manifesta de nosso pisar




Nilton.Silveira

(Gaúcho que ama São Paulo)
postado em 16/11/06
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