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Gabriel notou que tinha o que ele chamava de "memória interna", ou seja, ele lembrava, não especificamente das coisas que tinham acontecido, mas sim de como ele reagiu a elas. (...) Ele lembrava ter achado que o perfume de Eva parecia com o cheiro das manhãs de verão quando ele brincava com seus primos. Ele lembrava da música de Chopin que há pouco tinha ouvido "Nocturnos". Esse nome brincava na sua mente, associado agora inevitavelmente à manhã de verão do perfume dela.
Beatriz M. Azevedo
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| O poeta pode alguém ser. O que não pode é tornar-se (Marisa Raja Gabaglia
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