A Garganta da Serpente
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Laura Limeira é natural de Recife e descobriu que gosta de escrever desde os quatorze anos de idade. Capricorniana de vinte e oito de dezembro, diz que assumiu sua missão com a poesia, para realizar um grande sonho ... Expor sua alma inteiramente nua sobre o papel. De formação universitária, gosta de estar sempre bem informada. Adora ler e escrever de tudo um pouco, mas tem verdadeiro fascínio pelo poeta "Manuel Bandeira", e dentre tantas belas páginas escritas por ele, ela cita "Arte de Amar" e "Desencanto" como algumas das suas preferidas. Fiel aos temas românticos, eróticos e sensuais, não se permite influenciar por nenhum autor, seguindo apenas a sua própria intuição. Pessoa séria, inteligente, de personalidade marcante, simples e refinada ao mesmo tempo, alegre, espiritualizada e espirituosa, sincera sem magoar, discreta, observadora e introspectiva. Apreciadora das artes de um modo geral, confessa amar a vida do campo, simplesmente pelo cheiro da terra molhada, e adora o mar. De bem com a vida, romântica e sonhadora, afirma que a música e a poesia, são essenciais para a sua alma. Exigente consigo mesma, admira as pessoas humildes, inteligentes e bem-humoradas. Portanto, desfrutem com alegria, da arte e emoção dessa mulher incomum e extremamente interessante! (Maxwell Rhirsan, amigo para sempre, New York/USA, 25.02.2003)

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FEITIÇO ENCANTADO

Como uma cobra me enrosquei em ti,
como uma gata lambi teu corpo, e
me esfreguei em tua perna.
Como uma loba selvagem te caçei,
segui meu faro, te devorei, me saciei.
Como uma gaivota voei em ti,
te cobri com minhas asas,
e te prendi com minhas garras.
Como uma potra moleca
deixei que galopasses em mim,
corri no teu oceano,
e me banhei em teu leite.
Como uma abelha suguei teu néctar,
flori o teu jardim e dancei ao teu redor.
Como uma preguiça subi em tua árvore,
sentei em teu tronco, e fiquei de mãnha ...
Como uma sereia cantei para ti,
te encantei e fui enfeitiçada.
Como uma puma farejei teu cheiro,
senti teu perfume e nele me perdi.
Te aqueci com o meu calor,
me derramei em teu corpo,
como a lava de um vulcão,
me cobri de chamas e te incendiei.
Adormeci em tuas pernas,
e descansei em teu ser.
Como fêmea te desejei e te possui,
me entreguei como mulher, e te acolhi
para no desfalecer do gôzo,
adormecer em ti ...

(Recife, 06.12.2001 - 03:38H)


Laura Limeira


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