A Garganta da Serpente
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Lola

(Danielle V.)

O jardim estava florido como nunca, a estação mais bonita do ano chegara e Lola não estava presente, as flores pareciam luzes acesas, radiantes, refletindo a luz solar.

O que aconteceu?O que mudou no jardim de Lola?Onde ela estaria nesse momento mágico?

Lola era uma menina feliz, era amiga de muitos animais, seu fiel companheiro era o Mingon; um gato preto muito esperto, que sempre andava pelos arredores do jardim, ela também era amiga de outros animais como a raposinha Pompina,Sonipi o porco e Mitzi uma lontrinha que vivia em um lago no fundo da velha casa onde Lola morava.

Ela era diferente de todas as crianças, brincava com os animais, achando que era igual a eles, Lola rastejava entre as flores, tirava e colocava a língua dentro da boca.

Todos estavam tristes e apreensivos, as perguntas não paravam de aparecer; será que ela voltará a ser feliz?O que eu fiz? E as repostas não chegavam.

Mingon não aguentava mais, queria saber o que estava acontecendo, então ele resolveu observá-la.

Ela não estava em lugar algum, ele olhou para todos os cantos e nada, passou pela gruta, quando de repente Mingon avista Lola no alto da colina , chorando, sentada no balanço, que foi construído por um velho artista, muitos anos atrás.

O gato correu em direção a Lola e viu que ela estava conversando com uma serpente linda e imponente.

Lola gritava e chorava, extremamente nervosa, Mingon ouviu muito bem quando ela gritou:

- Descobri que não sou uma cobra.

Gritava e chorava sem parar:

- Agora eu sei,não sou igual a você, não sou. Gritava para a cobra, que estava cada vez mais nervosa.

Mingon não sabia o que fazer, ficou quieto, sem ação, toda sua esperteza havia desaparecido, Lola estava frustrada, não parecia a mesma menina, estava nervosa, estranha, como se não soubesse quem ela era, totalmente desapontada.

Lola pensou que se ela fosse picada pela serpente, o veneno à transformaria em uma, sem dizer nada, levantou e caminhou em direção à cobra, se jogou bruscamente em cima dela, que ao ver Lola no chão, se assustou e a picou no pescoço, os olhos da menina se encheram de lágrimas, que desciam suavemente pelo seu rosto.

O jardim não estava sozinho, Lola foi enterrada naquele lugar e, acompanhava toda efervescência do jardim, pois agora, ela fazia parte dele.

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