A Garganta da Serpente

Keera

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Quantas vezes

(Keera)

Quantas vezes parámos um beijo, com uma guerra de silêncios que não era nada. E sorrimos e salvamos velhas esperanças com forças de mergulhos a gelar o corpo e medo de faltar coragem. Desprende-mo-nos e desprende-mo-nos sem querer. A sentir a chuva como um coração a abrir e era a desistir que te sorria e a perder-me em viagens que te encontrava. Quantas vezes gelei sobre o teu corpo e prateei os meus lábios com vontade de versos que não vinham.

Falaste duas ou três vezes e não eram respostas... Só sons numa chuva de sumos...

Regressou o tempo, regressou o frio, voltámos a estar sós.
Tinha medo de te perder o rasto, desconhecer as casas em que brincávamos a reis...

Não há sombras nem dúvidas. Pagou-se a conta e está bem!

Fiz a história devagar, sempre com todo o amor do mundo. Porque era assim o meu amor por ti, era uma lua riscada com pegadas gigantes... E quente e fria... Como as nossas bocas, às vezes...

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