A Garganta da Serpente
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A Situação (Terceiro Problema: Silvana)

(Victor Menegatti)

Segunda Nota do escritor - O motivo do terceiro problema

Após ter ficado algum tempo sem escrever essa estória e, consequentemente, sem mexer no computador, voltei a ativa com uma ideia ocasionada por quatro pessoas (elas viram a estória e me mandaram um e-mail falando como tinham gostado! Eu agradeço ao pessoal Webfanfics, ao Albano que conheci na internet e me apoia em muito! Estas cinco pessoas; César, "Guaxinim", Tsukino Miyazawa, uma pessoa que se nomeia Euzinha e por último, mas não menos importante, uma amiga de Albano que disse que tinha lido graças a este meu grande amigo e disse que tocou sua parte sentimental) que eu espero que digam seus verdadeiros nomes nos próximos e-mails's, voltando ao assunto... Eu criei a terceira parte para mais uma vez tocar a parte sentimental do leitor, mostrar que livros e estórias como estas podem ter acontecido (não, eu não tirei de lugar nenhum, foi tudo da minha imaginação para o computador) e é bom que você esteja ciente que elas algum dia irão influenciar sua vida... Também criei a terceira parte para mais uma vez explicar o quê houve!

Espero que gostem, para os que leram as outras um grande abraço e mantenham contato, eu sou muito carente (^.^). Que comece a elegia novamente!


Terceiro Prólogo - De volta pra onde não chegamos

Olá, neste momento não há mais nada com que se preocupar, quando eu nasci não me importava com nada, era tudo muito estranho, quando era criança, o mundo começou a apresentar dificuldades e tudo era movido pelos meus pais, na adolescência, não tive (novamente) que me preocupar com nada, tudo que fiz foi estudar bastante para, finalmente, chegar a maturidade. Você pensa que foi assim? Não, minha adolescência representou um marco para mim mesma, pois foi nela que conheci Lina, uma menina pela qual sempre tive um sentimento instantâneo... Eu queria dizer, antes que comece tudo, que eu tenho uma pequena teoria sobre o nosso nascimento...


Capítulo 58 - A teoria da vida (por alguém que não vive)

Antes de você ter saído da barriga da sua mãe, havia um pequeno "eu" seu incrustado ali esperando pra sair, este "eu" é apenas mais um corpo, tem gente que acredita em fantasmas para mim isso não são fantasmas! São almas vagando, procurando um novo corpo, (este corpo é o "eu" incrustado) elas então assumem, nessa hora elas se esquecem de tudo. Reencarnação? Eu não chamaria assim, eu apenas chamaria de esquecimento, esse esquecimento com o passar do tempo vai se deteriorando, até que a pessoa enlouquece e morre. A alma que deixa o corpo não assume mais nada e vira um ser prestigiado, pelo menos ele não volta mais ao planeta Terra, fica num lugar bem melhor e mais alegre. Então qual o motivo de ninguém querer morrer? O motivo pelo qual ninguém quer morrer é o medo! O medo da dor que sofre ao passar para este mundo, o medo do sombrio, do sobrenatural, medo de perder tudo na Terra, tudo que se conquista e se alcança com o passar do tempo e, finalmente, o medo de se esquecer que algum dia viveu.

Medo de viver? Quem tem medo de viver, morreria muito bem aqui, eu acredito que se a vida é a morte você tem que continuar morrendo, se você fizer o contrário, sua vida será sua morte. Já ouviu isso em algum lugar? Sim, eu falei com apenas uma pessoa esta teoria... Uma pessoa que eu tive um sentimento instantâneo...



Capítulo 59 - Um abraço para os pais

Silvana vestiu-se calmamente, pois só conseguia pensar em apenas uma coisa; a escola. No momento estava com catorze anos cursando o primeiro colegial e sabia que nada iria mudar, mas é claro que ninguém tem certeza do que fala. Pegou o sutiã e calmamente foi colocando por cima dos seios, estes que já estavam bem amadurecidos, pegou a calcinha e foi subindo lentamente, passando pelas coxas até tocar os pêlos púbicos. Vestiu o uniforme, penteou seu lindo cabelo loiro "avermelhado" e foi escovar os dentes.

Descendo as escadas encontrou-se com o pai, que fumava um charuto enquanto lia o jornal e ela odiava isso! Então comeu uma torrada, deu um abraço no pai (tirando o charuto da boca dele, fazendo cair no café), um beijo na mãe e foi para o colégio...


Capítulo 60 - O começo de uma amizade e o sentimento instantâneo

Chegando ao colégio cruzou os portões de entrada, passou por várias pessoas que conversavam sobre os assuntos mais diversificados e entrou na portaria perguntando onde ficava sua sala, então a moça apontou para uma menina virada de costas, dando apenas para ver seus cabelos negros:

- Eh, com licença, onde fica a sala do primeiro colegial? -disse Silvana sutilmente.

- Siga em frente esse corredor, vire pra direita e siga em frente até a sala 1EMA, entendeu? -respondeu a garota de cabelos negros secamente.

- Hum, sim, obrigada!

- De nada.-então Silvana seguiu reto no corredor virou para direita, seguiu em frente, subiu as escadas e percebeu que não tinha nenhuma sala 1EMA, voltou correndo pelas escadas e acabou por tropeçar em um dos degraus -ainda bem que não tem ninguém! -pensou ela. Levantou-se e notou que seu joelho estava ligeiramente esfolado, foi caminhando até avistar novamente a menina de cabelos negros, que no momento estava guardando suas coisas no armário, continuou andando até parar diante da menina:

- Meu Deus! Você se machucou? -disse a menina assustada.

- Ah, não foi nada, mas eu acho que você me mostrou o caminho errado e...

- Vamos pra enfermaria!

- Não, não precisa! Eu estou bem! -a menina pegou Silvana pelos braços levando-a até a enfermaria.

Chegando lá, Silvana sentou-se numa cadeira enquanto a menina de cabelos negros passava mercúrio em seu joelho:

- Isso vai doer só um pouquinho.

- Qual é o seu nome? -perguntou a menina de cabelos negros.

- Silvana. E o seu?

- Eliana, mas por favor, me chame de Lina.

- É seu primeiro dia na escola?

- Sim, meu primeiro dia e já me machuquei. Hehehe. -Lina então deu um sorriso amigável.

- Desculpa por ter feito você se machucar!

- Não, a culpa foi minha!

- Vamos, a aula já vai começar. Eu também estou no primeiro colegial, mas eu conheço muitas pessoas eu irei apresenta-las a você depois, você aceita?

- Claro! -então as duas foram caminhando de mãos dadas até entrarem na sala de aula...


Capítulo 61 - Aulas que passam

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Capítulo 62 - Conhecendo pessoas

Depois das aulas terem acabado, Lina e Silvana saíram da sala e ficaram no pátio central, quatro pessoas foram se aproximando, a primeira era uma menina com cabelos loiros que reluziam ao sol quase cegando quem passava, ao invés desta pessoa passar reto por Lina e Silvana, veio sorrindo mostrando seus lindos dentes brancos e seus olhos verdes:

-Lina! E aí como passou as férias? E quem e essa menina do seu lado? -a loira perguntou inocentemente.

-Passei muito bem as férias. Essa menina do meu lado se chama Silvana!

-Oi, pode me chamar de Vana... -disse Silvana.

-Oi, eu me chamo Juliana e pode me chamar de Juli, tudo bem? -apesar de Juliana ser linda, era de uma família humilde, seu pai trabalhava muito para pagar aquele colégio, mas com orgulho, afinal, Juliana era a melhor do colégio!

O segundo que havia chegado foi um jovem garoto com olhos grandes e escuros que pareciam acompanhar cada movimento que Lina fazia:

- Oi Lina, tudo bem? -disse ele com a cara vermelha de vergonha.

- Ah! Oi Lucas, essa é a minha amiga Vana. -o rapaz fez um pequeno gesto com a mão e se sentou na grama, ao lado de Lina. Depois de algum tempo passado, dois jovens chegaram discutindo.

- E aí pessoal. -um era loiro e tinha olhos azuis, o outro era completamente oposto; moreno com olhos negros, assim como o cabelo.

- Oi Juca, oi Sílvio! -disse Lucas empolgado.

- Oi, como foi as férias?

- Muito bem.

- Oi par de idiotas, esta daqui é a Vana. -disse Lina, sarcasticamente.

- Ah, oi Vana! -disseram os dois em coro. Depois de algum tempo conversando, Vana se levantou, deu um beijo em cada amigo e foi andando rumo a sua casa. Lina segurou sua mão e acompanhou-a até sua casa, deu apenas para notar Lucas olhando para as duas e ficando chateado...



Capítulo 63 - O caminho de casa

- Bom, chegamos. -disse Lina, e então Vana percebeu que ao invés de estar em sua casa estava em outra casa, uma casa completamente diferente, uma casa simples...


Capítulo 64 - Conversações entre amigas

- Então Vana, o quê você achou dos novos amigos? -disse ela com um ar apreensivo.

- Eh, Lina, porque você está fazendo isso?

- Fazendo o quê?

- Me ajudando e me enturmando.

- Sei lá, a primeira vez que eu vi você, machucada e pálida...

- Você estava com pena de mim?

- Não, não foi isso, apenas achei que eu...

- Você teve pena de mim! -disse Vana, não conseguindo se controlar.

- Não, não foi isso!

- Então o quê foi?

- Eu apenas gostei de você desde a primeira vez que te avistei! -Lina deu um último grito e as duas ficaram se olhando, olhos verdes com olhos verdes que foram se aproximando, aproximando...

- O quê tá acontecendo? -entrou o pai de Lina com uma cara séria.

- Não é nada pai, Vana está de saída já, não está, Vana? -Lina olhou com furor nos olhos e então Vana retrucou:

- Eh, mas antes disso quero te pedir desculpas, por minha desconfiança, você me desculpa? -então Lina olhou com lágrimas nos olhos e deu um abraço em Vana, o pai fez uma cara orgulhosa e fechou a porta do quarto. Horas vêm e horas vão se encontrando com risadas altas, gritinhos e brincadeiras. Apesar de Lina ser mais velha que Vana (um ano), as duas se entendiam e com o passar do tempo tudo foi ficando íntimo... Até demais...


Capítulo 65 - A casa e os biscoitos

- Ei, Lina. -disse uma voz, em meio à sala de aula.

- Que foi, Lucas? -disse Lina um tanto quanto raivosa.

- Eu vou fazer um churrasco na minha casa!

- Ah é, que legal!

- É, mas eu só quero chamar quem eu conheço!

- Tudo bem!

- Eu vou chamar você, a Luciana, o Sílvio, o Juca e pronto!

- Não tá se esquecendo de alguém?

- Não?

- Seu idiota, você se esqueceu de Vana!

- Ah, é! Eu não quero que ela vá!

- Seu imbecil! Se ela não for eu não vou!

- Tá bom, pode chamar ela!

- Valeu! -então os dois encerraram a conversa e o sinal de fim de aula bateu. Lina saiu correndo, cruzou o portão, indo em direção à casa de Vana. Chegando lá ela tocou a campainha, uma moça muito bonita (assim como Vana) atendeu:

- Pois não?

- Eh, a Silvana está?

- Sim, entre.

- Tudo bem! -disse ela sorrindo. No sofá percebera como a casa era bonita! Cômodos que brilhavam em contato com o sol, cortinas que combinavam com a cor da parede... Até os biscoitos que estavam na bandeja combinavam! Lina então pegou um biscoito e ficou comendo sorridente. Deu para ouvir o barulho da escada rangendo, era Vana...


Capítulo 66 - Um convite especial

Vana estava com um vestido rosa simples e curto (dava para ver suas pernas um pouco mais que o normal), o cabelo, com seu tom avermelhado, parecia combinar instintivamente com os sapatos; vermelhos. Lina ficou maravilhada ao perceber como sua amiga era bonita!

- Oi Lina! -disse ela num tom alegre.

- Oi! Por quê você faltou hoje?

- Eh, eu dormi mais um pouco e perdi a hora.

- Tava farreando, não é? -disse ela num tom brincalhão.

- Não, é que eu costumo dormir muito!

- Ah, tudo bem! Mudando de assunto, Lucas convidou a gente pra um churrasco lá na casa dele. Você vem?

- Não sei, você espera um pouco?

- Sim! -então Vana foi subindo as escadas, num certo ponto dava para avistar sua calcinha, e deu de cara com sua mãe.

- Manhê, eu posso ir numa festa? -disse ela alegre, algo que sua mãe nunca tinha visto.

- Você está feliz?

- Sim, e muito!

- Então pode, mas lembre-se, sempre fique feliz, sempre! Não importa o quê os outros te façam, sempre fique feliz! É para isso que você nasceu! -ela falou de um jeito tão materno que Vana só quis fazer uma coisa naquele exato momento; abraça-la.

- Agora vai lá, sua amiga deve estar esperando a resposta.

- Não tô não! -então a mãe e a filha olharam pra trás e viram Lina lá, com um biscoito na mão e outro sendo segurado apenas pela boca... As três ficaram ali; rindo sem saber o motivo...


Capitulo 67 - Um lugar para amigos íntimos; brincadeiras no laguinho

Lina e Vana chegaram juntas à casa de Lucas, a mãe de Lina também tinha ido, pois ela e Acácia (mãe de Lucas) eram amigas. Então Vana e Lina deixaram as duas mães conversando e foram em direção ao laguinho, onde todos os outros do grupinho estavam. Foi uma tarde maravilhosa, eles ficaram brincando no laguinho, sem se importar com que idade tinham, enquanto o sol ficava casa vez mais quente. Depois de algumas horas (algumas horas mesmo!), a mãe de Lucas chamou todo mundo para almoçar, as crianças viram que Dona Acácia e a mãe de Lina estavam um tanto quanto eufóricas, mas eles não se importaram, achavam que elas riam das brincadeiras deles (até poderia ser verdade).

Lucas comeu rápido e pulou novamente no laguinho, os outros dois garotos fizeram a mesma coisa, as meninas ficaram fora do laguinho olhando para água, somente com os pés se balançando, apenas deu pra ver os três meninos surgindo na frente delas jogando o máximo de água que podiam. Elas gritaram e pularam em cima deles até o sol se pôr...

No final, os seis ficaram ali olhando o sol que se punha bem diante deles, todos com caras alegres, Lucas que estava do lado de Vana soltou várias palavras:

- Espero que isso nunca acabe! -os outros ouviram e jogaram ele na água com muito barulho e zoação. Apenas deu para ver o flash de várias câmeras... A mãe de Lucas tinha tirado várias fotos...



Capítulo 68 - 25 de abril de 2005 - Uma amizade que vem verdadeira, mas acaba complicada

- Oi Lina! Quer entrar?

- Claro Vana! Eu tenho algo pra te contar!

- O quê?

- Eu e Lucas começamos a namorar!

- Sério... -disse ela um tanto quanto triste.

- O quê houve?

- Nada, espero que dure bastante!

- É! Eu também! -elas ficaram se olhando e sorrindo uma pra outra...


Capítulo 69 - São coisas que acontecem...

Vana tinha acabado de passar na USP, hoje iria falar pra amiga que a amava muito e queria ficar com ela o resto de sua vida, pegou a bicicleta e foi em direção à casa de Lina. Cruzou uma das avenidas em plena velocidade e no momento seguinte viu um caminhão, acabou por bater nele e cair quase desmaiada. Em meio a fumaça do escapamento, apenas se lembrou de Lina quase a beijando, sorrindo e ficando triste, a última coisa que viu passar por sua mente foi ela na USP tentando combater a poluição e morrer justamente na poluição, era realmente uma vergonha...


Capítulo 70 - Lina

Olá, eu sou Silvana, pra quem me viu viva e agora me vê morta é meio impactante, mas tudo bem, eu soube que Lina talvez viesse e isso é muito bom. Últimas palavras? Bem, eu acho que isso tudo foi feito apenas para pessoas sofrerem, o mundo não nos interessa, nós apenas queremos que ele encurte a caminhada que iremos fazer no futuro. Não dá pra imaginar, não é? Então pense desse jeito; se todo mundo soubesse que o céu é muito bom e todos irão se encontrar lá e viver uma vida sem sofrimento, não acha que todo mundo se mataria pra chegar aqui? Pois bem, é mais ou menos isso.


Terceiro Prólogo - A incerteza nos faz humanos

"No final, tudo foi deixado de lado; impurezas, refúgios e escravidão. No final, a incerteza que te fez sobreviver no mundo e no final, a incerteza que te fez ir para outro mundo. A vida é uma incerteza sem retas traçadas, a morte é uma certeza com retas sobrepostas às linhas do nosso mundo. O mundo é uma linha reta que de reta não tem nada. Nós somos linhas tortas, vivemos em uma linha 'reta' e esperamos algum dia sermos linhas retas sobrepostas. Este dia chega, e você não vai querer vê-lo..."

A morte é a única certeza de nossa vida, se a vida é uma incerteza, eu prefiro ser uma incerteza com alguma linha traçada a ser uma certeza que talvez não tenha nem linhas. A incerteza nos faz humanos e a certeza que nos mata. Os sonhos nos fazem humanos e é a realidade que nos mata, então deixe que no final o destino faça a tua volta...


Continua...

O quê continua?

Juliana foi à direção a cinco coisas que estavam postas uma ao lado da outra, sua mão segurava flores amarelas. Ela se agachou e uma fina lágrima rolou de seus olhos... Hoje o dia tinha nascido sobre uma situação... Algo que estava longe de ser explicado, ela então ficou com as mãos postas sobre os joelhos, enquanto via o céu completamente nublado "Irá chover".

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