A Garganta da Serpente
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Armor

(Victor Tales)

Procuro. Não entendo. Vivo essa profunda confusão, de antemão aviso, que só de avisos sei viver os recebo aos montes, devolvo na mesma medida. Não saio disso, sempre a um passo da ida como um laço (!) que me prende ao redor de mim mesmo, tenho que me transformar para caber em mim. Sou tão covarde que preciso ser corajoso para viver assim, sempre a um passo da ida como um laço (!) que me prende ao redor de mim mesmo.

Um sonâmbulo. Noctâmbulo. Caminho pela vida adormecido, tudo acontece, tudo é esquecido. Eu esqueci. E nem sei que esqueci o que esqueci. É como ter uma riqueza que não se pode despender, ser Alteza, num mundo de Reis.

Sei. Só amo, só amar, tudo aquilo que não posso tocar. É como engordar trinta quilos de uma só vez, carrego um peso que desconheço, mas que adoro.

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