A Garganta da Serpente
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LIVRO, CAFÉ, POETA OU POESIA

Escritos que se dizem poéticos,
Decerto não acadêmicos diria,
Liberando toda expressão contida
Em livro, café, poeta ou poesia.

Memória esculpida em letras
Promessas, pretensões, dia-a-dia
Para que enfim, no fim transforme-se
Em livro, café, poeta ou poesia.

Fechado na escuridão do quarto
Na solidão da biblioteca fria
Sobre o peito da que se sentiu tocada
Sinto-me livro, café, poeta ou poesia.

Sob lúdico instante de graça
Quando o desejo de ser lido ardia
Enquanto despercebida a vida passa
Passo a ser livro, café, poeta ou poesia.

Descanso sem hora marcada
E comungo beijo que inebria
Se nem toda canção agrada
Imagine livro, café, poeta e poesia.


(D'anton Medrado)


voltar última atualização: 16/05/2017
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