Eu em mim mesmoEu sou, ele é, tu és, nós somos. Nós somos eu, você e tu. Nada mais que vós não sabeis, que além desse poeta existem outros. são das mais variadas vertentes ocidentais e orientais, mas eu que sou mestiço, não conheço nem ao menos meu tipo sanguíneo. como poderia eu falar de mim? Se pouco sei a respeito de um sujeito tão desconhecido. Sou como um cão da matilha que anda pelas ruas, sou como um lobo perdido que anda pelo asfalto, sou como uma serpente que rasteja quando foge da queimada, sou como um morcego que só sabe amar uma vez na vida. Sou brasileiro, porque nasci fora daqui. Por que o meu rosto se torna rubro europeu, por que meus cabelos são crespos como de um negro, por que os traços da minha face são decididas como a de um índio, por que meus pés são longos e finos como a de um inglês. Enfim, sinto-me cheio de mim mesmo, sinto-me pleno, eu sou em mim mesmo. Eu,
que mais queria ser eu, hoje sou, até o fim dos meus dias. Liberdade
de ser eu, de falar de mim, de querer provar que eu sou (Edison Vinicius Heberle Guimarães) |