A Garganta da Serpente

Lenin Bicudo Bárbara

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A vida das árvores

O taciturno espírito dos dias
Ronda as sementes que, em vão, cultivamos,
Como também o tempo ronda os ramos
Pra arrancar suas folhas mais sadias...

Mesmo as flores de que nos orgulhamos
Emurchecem nas horas fugidias -
O que era nosso arranja novos amos
E nos tornamos árvores vazias...

Vêm então, na fatal ronda das vezes,
Idas lembranças da copa esverdeada,
Da agonia dos frutos que perdemos;

Vêm avisar que faltam poucos meses
Pra que a terra que nos fora emprestada
Venha tomar pra si tudo o que temos!


(Lenin Bicudo Bárbara)


voltar última atualização: 21/10/2006
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