A Garganta da Serpente

Marcelo Portuaria

  • aumentar a fonte
  • diminuir a fonte
  • versão para impressão
  • recomende esta página

Consolo

Claras posições de um luto
Que isolado me pus a dispor
Melhores intenções de um triste culto
Para um processo da história compor

As frias ilusões tão abaladas
Reportam-me ao mistério de vontade
Já ficam por aí bem demonstradas
O surto e nas ações desigualdade

Uma chuva de promessas interrompe
O natural caminho do crescer
Na cidade de ferro o aço rompe
A gravata distinta do poder

Um frenesi de carta de baralho
De alusiva e notável mansidão
Fez jogar vadio sobre o assoalho
Minha preguiça vestida de roupão

Continuo indiscutível e imponderado
A solver alusões e a comparar
A atual situação do empregado
Que não tem incentivo a trabalhar

Morre aqui a injustiça que é pretérita
Para que socorra o cidadão assalariado
Que transforme tal política inepta
Em projeto de sonho reformado


(Marcelo Portuaria)


voltar última atualização: 07/08/2007
4511 visitas desde 07/08/2007
Copyright © 1999-2020 - A Garganta da Serpente