A Garganta da Serpente
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O Ato

Olhares no proposital crepúsculo
Dizem tudo o que é necessário
Olha para mim... desviam e depois se fixam
Transpira corpo...
Dedos trêmulos estupram os cabelos
Vem me trair com minha própria boca...
Me deixa ficar e me beija...
Vem me sussurrar pornografias...
E transpira corpo...
A mão agora oculta, apalpa...
Olho para você... boca entreaberta?
Conformidade !
Te arrasto pro leito... Vem...
Sirva-se pra mim agora... Vem...
Transpira corpo, transpira...
Molha...
Amor, luxúria... Vem...
Me deixa ficar e me beija...
O Crucifixo na parede vira as costas... pecados...
Me revela os segredos que a veste encobre...
Me deixa chegar aonde você quer...
Me sussurra obscenidades e no fim eminente...
Me corta ao meio com os braços...
Quando seu oculto for visível, goza...
E diz que me odeia por me amar!!!
As mãos se abraçam e os braços se fecham...
Deita tua cabeça no meu peito,
Agora cale-se e dorme comigo...


(Mateus Laurenço)


voltar última atualização: 09/02/2005
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