A Garganta da Serpente

Moilec Vailea

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Amaru

Foges em pequenas lágrimas, queimando a minha pele em profundos sulcos
Talvez seja o teu fogo que as minhas águas não apagam
Talvez seja o meu deserto sem tuas sombras e oásis.
O vento leva e traz súplicas e maldições
Bendições e conjurações,
Eu só quero que traga o teu perfume.
Muitas gotas, deveria ser uma só,
Caem ao azar num canal místico de cristais e duas pérolas,
Casa da vida
Porta de entrada ao jogo misterioso
Dos pólos do Uno
Do éter denso e sutil
Da carne
De Seth e Horus,
De Apolo e Dionísio.
Verás as luas e os sois
Porque nasceras de uma concha do mar como a Vênus
E terás olhos de lince e marcas do leão.
Uma serpente na coluna vertebral e no teu nome
Segredos que revelarás
Entre as pirâmides e os templos
Nas fases da lua
Na linguagem das águas.

(Amaru, nome da minha filha, dedicada a ela)


(Moilec Vailea)


voltar última atualização: 17/08/2009
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