A Garganta da Serpente

Moilec Vailea

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Meu amor, oh! Meu amor
Você agora nada no mistério,
Procurando perguntas as tuas respostas.
Deixaste-me isolado nesta perdição,
Não me amarás ate o amanhecer.
Não renuncieis à noite, não te perdoarei se perderes o amanhecer.
Vem comigo, te mostrarei o caminho,
Eu só sei perder. Aprenderás a lutar.
Olha com os três olhos que tens,
A liberdade te guiará.
Eu sou a pedra, uma a mais, no teu caminho,
Sirvo-te de apoio, podes pisar-me com o primeiro passo,
Para o segundo, virão outras pedras.
Não procures estrela-do-mar no céu,
Conheces as estrelas, mas não sabes ate aonde elas podem chegar;
As vezes no ponto mais alto, o céu,
Outras vezes no ponto mais fundo, oh! Mar.
Murmulhos da noite, congelada pela lua,
Lobos cantam a música, livro-me de mim.
Morri tantas vezes que agora estou vivo,
Passava pelas pessoas como o fantasma de Canterville,
Não olharei para atrás, já não tenho olhos na nuca,
Estou a tua frente, desvanecendo de prazer.
Nossos corpos fizeram o símbolo de Dionísio,
Neste lugar onde não há verdades, onde não há limites,
Deixa eu te falar da noite, injuriosa noite de pedra,
Pedra de cristal.


(Moilec Vailea)


voltar última atualização: 17/08/2009
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