A Garganta da Serpente

Thiago Amorim

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Cópula

Enquanto rompes este fino véu
que sempre oculta os teus seios nevados,
entre estes teus lençóis emaranhados
noto as formas louçãs do corpo teu...

a arfar sôfrego em pulsos desregrados,
teu peito, fustigado pelo meu,
movidos por mil beijos delicados,
mostra-me a clara imensidão do céu!

Pois quando então empregas com lisura
tão lúbrica afeição, tanta brandura
ao teu olhar, à tua meiga voz:

nas asas deste Amor que nos enleva,
do leito ao Céu minha alma vil se eleva
ouvindo anjos cantarem sobre nós.


(Thiago Amorim)


voltar última atualização: 06/01/2009
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