A Garganta da Serpente
Veneno Crônico crônicas
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Solidão

(Adina Bezerra)

Solidão é o que sinto "infernizando" a minha alma, assolando a minha estrutura e fazendo lágrimas molharem as "paredes" do meu coração.

Meu grito é silencioso, pois não há ninguém por perto para ouvi-lo.

Do alto avisto a multidão, quero correr ao encontro dela, quem sabe perceberão a minha existência? Mas ninguém sabe quem sou, começo a perceber que nem mesma eu sei mais quem sou!

Deságuo algumas queixas pelo telefone e logo amedronto em me fazer conhecer infeliz.

"Você é forte!" Alguns afirmam e meus pensamentos logo respondem em silêncio: TU O DIZES!

Concentro muitas pessoas dentro da minha mente, mas elas agora são como elemento abstrato, apesar de concretas dentro do meu coração.

Então me pergunto, por que não posso tocá-las, abraçá-las e sentir o calor que tanto necessito? Por que a ordenança da sobrevivência me leva para lugares distantes das pessoas que tanto preciso que estejam perto de mim?

"A pessoa solitária, insurge contra a sabedoria", então me torno uma insana rebelde, porém, sem nunca ter desejado obter como companheira a malfadada SOLIDÃO.

(05.07.10 00:20)

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