A Garganta da Serpente
ajuda
 
 
  versão para impressãorecomende esta página
Maria José Zanini Tauil saiba mais sobre o autordeixe seus comentários

Momentos
(Maria José Zanini Tauil)

Sento à sombra do salgueiro chorão, num jardim que já não existe. Colho a pureza da paisagem que imagino. Registro a solidão no caule da palavra, que brota no silêncio das minhas manhãs. Busco na memória a emoção do nada. Nas ondas do lençol, procuro o mar distante, o barco à vela singrando momentos felizes que estão registrados no livro do passado.

Percorro em meu voo a infância dos meus filhos, num tempo em que eu era o porto seguro de ambos. Carrego comigo as cores do horizonte, pois por trás dele, meu pensamento os encontra e os abraça em abraços prolongados. Os espelhos que vivem em mim refletem os olhos de meus cinco netos.MARAVILHOSOS!

Sacudo a ferrugem do passado e desato laços do presente. Pacientemente, faço o catálogo dos sonhos pendentes e, surpresa, descubro: eles ainda existem!

Os dias abrem suas portas e na geometria das manhãs, viajo em outro ângulo. Percorro com o olhar os retratos na parede. Invento a alegria para não chorar. Meus momentos usam vestidos de saudade e meu pensamento é feito de tempo.

Chego à janela, contemplo a vida, a luz me afaga e abraça a minha paz interior. Ela preenche os meus dias. Embora sozinha, jamais estarei só.

  214 visitas desde 9/03/2011 Publicado em: 19/01/2011  

   
 

Homens e rios

Momentos

Camilla e eu

Flutuando em versos

Arte que imita a vida

Falando de fé

Doação total

De intelectuais e ignorantes

Vícios

Sem pressa

Caso Nardoni

Outoneterno

Ritual de virada de ano

O Segredo, de Rhonda Byrne

No divã do analista

Falando de mágoa

Fé? Para que serve?

Amor ou saudade? Qual o maior?

Ponto e vírgula

Parto sem dor

Feliz ano novo?

Ritual de virada de ano

Sinhá Moça

O Filho do Pai

Maria de Nazaré

Ser brasileiro

Pai...o que é ser pai?

A era dos e-mails

Meu amor por ti

Baby doll vermelho

Mulheres fatais

Na busca da alma gêmea

Bisonhice

Não existe ninguém mais belo do que eu!

Mulher é desdobrável?

Seres iluminados na escola da vida

Reflexões de uma santa semana

Bela sem fera

Poluição matrimonial

Última cena

Ano Novo


 

Copyright © 1999-2011 A Garganta da Serpente
Direitos reservados aos autores  •  Termos e condições  •  Fale Conosco www.gargantadaserpente.com