Posso quebrar a fuça, mas desta feita vou falar doutro clube que não
o meu Querido Urubu, sem desdenhar dos euriquismos da colina. Melhor sendo do
Furacão(!), explico: também rubro-negro e time do meu filho Bernardo,
bem como da esmagadora maioria dos meus amigos. Vai lá...
Mesmo com elenco modesto - porém aguerrido, Lopes padronizou o Atlético
e acrescentou-lhe toda a sua bagagem. Ou alguém já esqueceu que
foi ele quem fez do Donizete Pantera campeão da Libertadores e, se pouco
ajudou, em nada atrapalhou na última Copa do Mundo. O delegado costuma
ganhar lá fora.
Claro que a FIFA facilitou as coisas com sua competição test
drive. Uma espécie de gripe eqüina no prado: Robinho, Léo
e meia-dúzia de mexicanos - forfaits consideráveis. Moleza
que encerra na semifinal - tanto o torneio na Alemanha quanto o estrangeirismo.
(Cravo: o River Plate é baba pro São Paulo do surpreendente Amoroso
e do artilheiro Rogério Ceni).
No histórico e inédito duelo macaquito - como diriam
los otros, vai valer a escrita: quartas de final do Brasileiro de 1982 -
com Assis; a semifinal do Brasileiro de 2001 - com Kleberson, Souza, Alex Mineiro,
Gabiru, etc.; e vários outros esculachos menos importantes. Palpito no
clube paranaense, sem medo.
Depois, vem da Europa o Liverpool, que se derrotou um rubro-negro na final da
Copa dos Campeões, ainda recorda o sacode que levou do Flamengo de Zico
no Japão em 1981 - 3 a 0 em 35 minutos de jogo. Além do mais,
com o caneco continental, o Atlético irá se reforçar substancialmente.
Não haverá ocasião mais propícia pro Furacão
varrer o planeta. E a plenitude que sucede um título mundial é
algo comparável a acordar num cinco estrelas parisiense acompanhado de
Nicole Kidman, impregnado de Chanel Nº 5.